A REGRA PRIMITIVA DOS TEMPLÁRIOS
The Poor Fellow-Soldiers of Christ and the Temple of Solomon
Esta
tradução da original, ou primitiva Regra dos Templários, está
baseada na edição de 1.886, de “A Regra do Templo” , de Henri de
Cruzon, texto de um Manual Militar, ou de “Como se Desincumbir dos
Encargos da Cavalaria”. Ele representa a Regra dada aos (Fledgling)
Cavaleiros do Templo pelo Concílio de Troyes, em 1.129, embora “não
se deva esquecer que a Ordem existe a vários anos e elaborou suas próprias
tradições e costumes antes da aparição de Hugues de Payens no Concílio
de Troyes. Em larga medida, portanto, a Regra Primitiva se baseia em práticas
já existentes” (Upton-Ward, p. 11).
Esta
tradução foi extraída de “ A Regra dos Templários” de Judith
Upton-Ward, Woodbridge: The Baydell Press, 1.992, e é reimpressa aqui
com permissão. A Regra dos Templários inclui uma introdução de
Upton-Ward; também contem a Regra Primitiva dos Templários e os
Estatutos Hierárquicos: Regras relativas a penitências, vida nos
Conventos, a manutenção dos Capítulos e a recepção na Ordem; e um
apêndice de Matthew Bennett, “A Regra do Templo como Manual Militar,
ou como se desincumbir das Obrigações na Cavalaria” . O livro é
altamente recomendado àqueles interessados nos Templários ou qualquer
outra Ordem Militar. Esta disponível agora em brochura.
As
notas na regra Primitiva, elaboradas pela Sra. Upton-Ward na Regra dos
Templários não foram incluídas abaixo. São de considerável
interesse e deveriam ser consultadas pelos que desejam estudar a Regra
com mais detalhes.
Nota
do Tradutor: O livro mencionado acima não está disponível na NET e não
há indicação de como adquiri-lo
REGRA
PRIMITIVA
Aqui
começa o Prólogo da Regra do Templo.
1
- Falamos inicialmente àqueles que secretamente desprezam sua própria
vontade e com estudado cuidado, desejam usar e usar permanentemente a
mui nobre armadura da obediência. Portanto, advertimo-lo a você que até
agora levou a vida dos Cavaleiros seculares, para quem Jesus Cristo não
era a motivação, mas que você abraçou por favor humano somente, a
seguir àqueles a quem Deus escolheu dentre a massa de perdição e a
quem ordenou, através de sua misericórdia plena de graça, que
defendessem a Igreja Sagrada, e que você se apresse por juntar-se a
eles para sempre.
2
- Acima de tudo, quem for um Cavaleiro de Cristo, escolhendo tais Ordens
Sagradas, deverá em sua profissão de fé unir para diligência e firme
perseverança, que é tão misericórdia e sagrada, e é sabidamente tão
nobre, que se for preservada intocada para sempre, fá-lo-á merecer a
estar em companhia dos mártires que deram sua alma por Jesus Cristo.
Nesta Ordem religiosa floresceu e está revitalizada a Ordem da
Cavalaria. Esta Cavalaria desprezou o amor pela justiça que constitui
seus deveres, não fez o que deveria, ou seja, defender os pobres, as viúvas,
órfãos e as Igrejas, mas esforçou-se por saquear, espoliar e matar.
Deus está conosco e nosso Salvador, Jesus Cristo; Ele enviou seus
amigos da Sagrada Cidade de Jerusalém para os limites da França e
Burgundy, que, por nossa salvação e a disseminação da verdadeira fé,
não cessam de oferecer suas almas a Deus, um sacrifício bem-vindo.
3
- Então nós, com toda a alegria e irmandade plena, a pedido do Mestre
Hugues de Payens, por quem a retrocitada Cavalaria foi fundada pela graça
do Espírito Santo, reunidos em Troyes de diversas províncias além das
montanhas na festa de meu senhor São Hilário, no ano da encarnação
1.128 de Jesus Cristo, no nono ano depois da fundação da referida
Cavalaria. Sobre a condução e origens da Ordem da Cavalaria ouvimos em
Capítulo Comum, dos lábios do mestre mencionado, Irmão Hugues de
Payens: e de acordo coma as limitações do nosso entendimento, o que
nos pareceu e benefício nós apreciamos, e o
que nos pareceu errado nós
evitamos.
4
- E tudo que ocorreu no Concílio não pode ser contado nem relatado; e
de forma que não fosse assumido descomprometidamente por nós, mas
considerado com grande com pureza sábia deixamo-lo para a discreção
dos honoráveis pai São Honorius e ao patriarca de Jerusalém, Stephen,
que conheceu os deveres do leste e dos Pobres
Cavaleiros de Cristo, por cuja
recomendação do Concílio Comum, aprovamos por unanimidade. Embora um
grande número de irmãos religiosos que se reuniram no Concílio
aprovaram a autoridade de nossas palavras, não poderíamos passar
silentes pelas sentenças verdadeiras e juízos que emitiram.
5
- Portanto eu, Jean Michel, a quem foi confiado o divino ofício, por
graça de Deus, servi como humilde escriba do presente documento por
Ordem do Concílio e do venerável padre Bernardo, abade de Clairvaux.
NOME DOS PADRES QUE VIERAM AO CONCÍLIO
6
- Primeiramente foi Mateus, bispo
de Albano, pela graça de Deus, legado da Igreja Sagrada de Roma; Renand,
arcebispo de Reins; Henri, arcebispo de Sens; e seus partidários:
Gocelin, bispo de Soissons; o bispo de Paris; o bispo de Troyes; o bispo
de Orleans; o bispo de Auxerre; o bispo de Meaux; o bispo de Chalons; o
bispo de Saon; o bispo de Beauvais; o abade de Vèzelay, que depois foi
feito arcebispo de Lyon e legado da Igreja de Roma; o abade de Cîteaux;
o abade de Pontigny; o abade de Trois-Fontaines; o abade de Saint Denis
de Reins; o abade de St-Etiemne de Dijon; o abade de Molesmes; o acima
citado Bernard abade de Clairvaux; cujas palavras os supra citados
apreciaram livremente. Também presentes estavam o Mestre Aubri de Reims;
Mestre Fulches e muitos outros quem seria tedioso registrar. E dos
demais que não foram listados seria proveitoso fornecer garantias neste
aspecto, que são amantes da verdade: são o Conde Theobald; o Conde de
Nevers, André de Baude Monk. Estes estiveram no Concílio e agiram de
maneira que, por estudo cuidadoso, buscaram o que é bom e desaprovaram
o que não parecia certo.
7
– E também presente estava Irmão
Hugues de Payens, Mestre da Cavalaria, com alguns de seus Irmãos, que
ele trouxera com ele. Eram eles Irmão Roland, Irmão Godefroy e Irmão
Geoffroi Bisot, Irmão Payen de Montdidier, Irmão Archambaut de
Saint-Amand. O próprio Mestre Hugues, com seus seguidores, relatou aos
supramencionados padres os costumes e observância de seus humildes
princípios e daquele que diz: “Eu que falo a vós sou o princípio”,
de acordo com o que é lembrado.
8
– Agradou ao Concílio que as
deliberações que foram feitas lá e as considerações para com as
Escrituras Sagradas, que foram diligentemente examinadas com a sabedoria
de meu Senhor Honorius, papa da Sagrada Igreja de Roma, e patriarca de
Jerusalém e com o assentimento do Capítulo, com a concordância dos
Pobres Cavaleiros de Cristo do Templo que está em Jerusalém, deveriam
ser registradas por escrito e não ser esquecidas, estritamente mantidas
de modo que na vida superior pudesse chegar ao Criador compaixão de
cujo Deus é mais doce que o mel quando comparada com Deus, cuja misericórdia
lembra (OINE) e nos permite chegar a Ele a
quem queremos servir. Por todos
os séculos dos séculos Amém.
AQUI COMEÇA A
REGRA DOS POBRES CAVALEIROS DO TEMPLO
9
– Você que renuncia à sua própria vontade, e vocês que servem o
Rei Soberano com cavalos e armas, pela salvação de suas almas, por um
compromisso assumido, esforcem-se em todo o lugar com desejo puro de
ouvir cantos matinais e a servidão integral de acordo com a lei canônica
e os costumes dos Mestres da Sagrada Caridade de Jerusalém. Oh vós
veneráveis irmãos, do mesmo modo Deus esteja convosco, se prometerem
desprezar o mundo ilusório por perpétuo amor a Deus e afastar as tentações
de seu corpo: sustentados pelo alimento de Deus e saciados e instruídos
nos mandamentos do Senhor, ao fim do ofício divino, nenhum de vós
temeria ir à batalha se ele envergar por conseguinte a (tonsure).
10 - Mas se algum
irmão é enviado pelo serviço da cada da Cristandade ao Leste algo que
cremos ocorrerá freqüentemente e não puder ouvir o ofício divino,
deverá dizer treze pai-nossos, sete a cada hora e nove à tarde. E
juntamente todos ordenamo-lhes a faze-lo. Mas aqueles que forem enviados
por tal razão e não puderem chegar nas horas fixadas para escutar o
santo ofício, se possível tais horas não deveriam ser omitidas, com o
fito de dedicar a Deus o que lhe é devido.
A MANEIRA PELA QUAL OS IRMÃOS DEVEM SER RECEBIDOS
11
– Se algum cavaleiro secular, ou outro homem, deseja deixar a massa da
perdição e abandonar essa vida secular e escolher sua vida comunitária,
não consinta em recebe-lo imediatamente, pois assim disse São Paulo:
Teste a alma para ver se vem de Deus.
Ademais, se a companhia dos irmãos e para ser aceito por ele,
leia-se a Regra para ele, e se ele deseja estudadamente obedecer os
mandamentos da Regra, se agradar aos Mestres e aos irmãos recebê-lo,
deixe-o revelar seus desejo frente a todos os irmãos reunidos em
Capítulo e deixe-o fazer seu pedido com o coração puro.
SOBRE CAVALEIROS EXCOMUNGADOS
12
– Se você conhece Cavaleiros dispersos a serem reunidos, então
ordenamo-lhe a ir, se alguém lá deseja juntar-se à Ordem da Cavalaria
de regiões d´além mar, não leve em conta o ganho neste mundo tanto
quanto a salvação eterna da alma alheia. Nós ordenamo-lhe a ser
recebido sob a condição de que se apresente ao bispo da respectiva
província e torne sua intenção dele conhecida. E quando o bispo o
tiver ouvido e absolvido, ele deverá envia-lo ao Mestre e aos irmãos
do Templo, e se sua intenção for honesta e merecedora de sua
companhia, se ele parecer bom ao Mestre e irmãos recebam-no: se ele
morrer nesse ínterim, pela angústia e tormento sofridos, dar-se-lhe-ão
todos os benefícios da irmandade devidos a um dos Pobres Cavaleiros do
Templo.
13
– Sob nenhuma outra circunstância compartilharão os irmãos do
Templo a companhia de um homem obviamente nem se pegará suas coisas e
isto proibimos fortemente porque seria temerário se fossem excomungados
como ele. Mas se eles está proibido apenas de estar no ofício diurno,
é certamente possível manter sua companhia e tomar sua propriedade por
caridade com a permissão de seus comandantes.
SOBRE NÃO RECEBER CRIANÇAS
14
– Embora a Regra dos padres sagrados permita receber crianças na vida
religiosa nós os aconselhamos a não o fazer, pois ele que deseja dar a
sua criança definitivamente à Ordem da Cavalaria, deveria cria-lo até
a época em que estivesse capacitado a portar armas com vigor e livrar a
terra dos inimigos de Jesus Cristo. Então deixe a mãe e o pai
conduzi-lo à casa e tornar seus pedido conhecido dos irmãos; e é
melhor se ele não fazer o voto quando criança, mas sim quando mais
velho, e é melhor se ele não se magoar do que se magoar. Portanto,
deixe ser posto à prova de acordo com a sabedoria do Mestre e irmãos e
de acordo com a honestidade da vida de quem pede para ser admitido na
irmandade.
SOBRE IRMÃOS QUE PERMANECEM DEMAIS NA CAPELA
15
– Tornai-se conhecido para nós e o ouvimos de testemunhos verdadeiros
que sem moderação e sem restrição você ouça o serviço divino
enquanto em pé. Não ordenamos a se comportar desse modo, pelo contrário,
desaprovamo-la. Mas ordenamos que os fortes, tanto quanto os fracos,
para evitar confusão, cantem os Salmos chamado Venite, com a preparação
e o hino sentados, e digam suas preces em silêncio, suavemente e não
em alta voz para não perturbar as preces dos outros irmãos.
16 – Mas ao fim dos Salmos, quando o Gloria Pater é entoado,
em reverência à Santíssima Trindade, você se levantará e inclinará
em direção ao altar, enquanto os fracos e doentes inclinarão suas
cabeças. Assim determinamos; e quando a explanação dos Evangelhos for
finda, e o Te Deum Laudamus for cantado, e enquanto todos os cantos são
entoados, e as Matinas
terminarem, você estará de pé. Desse modo determinamo-lhe ficar de pé
quando da cantigas matinais e a todas as horas de Nossa Senhora.
SOBRE A INDUMENTÁRIA DOS IRMÃOS
17
– Nós determinamos que os trajes de todos os irmãos deverão ser de
uma cor, ou seja branco, negro ou marrom. E nós a todos os irmãos
Cavaleiros no inverno e se possível no verão, mantos brancos; e ninguém
que não pertença aos mencionados Cavaleiros de Cristo terá permissão
de ter um manto branco, de modo a que aqueles que abandonaram a vida da
escuridão reconhecerão uns aos outros como estando reconciliados com o
Criador pelo sinal dos hábitos brancos; que significa pureza e
castidade completa. Castidade é certeza no coração e saúde para o
corpo. Pois se algum irmão não assumir o voto de castidade, não poderá
ter o descanso eterno nem ver a Deus, pela promessa do apóstolo que
disse: “ Empenhe-se em trazer paz para todos, mantenha a castidade,
sem a qual ninguém vê Deus”.
18 – Mas estas roupas não deverão ostentar qualquer requinte
de orgulho. E então ordenamos que nenhum irmão terá um pedaço de (Fur) em suas
roupas, nem algo que pertença às lides do corpo, nem mesmo um lençol
a menos que seja um de lã de cordeiro ou ovelha.. Ordenamo-lhes que
todos os irmãos tenham a mesma, de modo a vestir-se e desvestir-se e
por e tirar suas botas facilmente.
E o (Draper) ou o que
estiver em seu lugar deverá estudadamente refletir e cuidar
de ter a recompensa de Deus em todas as coisas supramencionadas,
de modo a que os olhos dos invejosos e as más línguas não possam
notar que as roupas são muito longas ou demasiado curtas; mas que ele
as distribua de modo que se ajustem a quem as envergar, de acordo com o
tamanho de cada um.
19 – Se algum irmão por orgulho ou arrogância desejar um
traje mais fino, que lhe seja dado o pior. E quem receber roupas novas
deverá imediatamente devolver as velhas, para serem dadas aos
escudeiros e sargentos e freqüentemente aos pobres, de acordo com o que
parecer melhor ao encarregado.
SOBRE AS CAMISAS
20
–
Entre as outras coisas, determinamos misericordiosamente que, devido à
grande intensidade do calor que há no Leste, da Páscoa a Todos os
Santos, por compaixão e de modo algum como direito, uma camisa de linho
será dada a qualquer irmão que desejar usa-la.
SOBRE LINHO DE CAMA
21
– Determinamos por consenso que cada homem terá roupas de cama de
acordo com a descrição do Mestre. É nossa intenção que exceto o
colchão, um travesseiro e um lençol será suficiente para cada um; e
aquele que não tiver alguns destes, poderá ter um tapete um tapete e
poderá usar um lençol de linho em todos os tempos, com um travesseiro
macio. E dormirão sempre vestidos com camisas, calções, sapatos e
cintos, e onde dormirem estará iluminado até a manhã. E o (Draper)
certificar-se-á de que os irmãos estão bem tonsurados que poderão
ser examinados pela frente e por trás; e determinamo-lhes a firmemente
aderir à mesma conduta com respeito à barba e bigodes, de modo que
nenhum excesso seja notado em seus corpos.
SOBRE SAPATOS DE PONTA E LAÇOS DE SAPATO
22
–
Proibimos sapatos de ponta e cordões de sapatos e proibimos qualquer
irmão de usa-los; nem os permitimos aqueles que servem a causa por um
período fixo; mais do que isso, proibimo-los de ter sapatos com pontas
ou cordão sob qualquer circunstância. Isto porque é manifesto e bem
conhecido que estas coisas abomináveis pertencem a pagãos. Nem deverão
usar seus cabelos ou seus trajes muito longos. Pois aqueles que servem o
Criador soberano tem que vir ao mundo pela promessa do próprio Deus que
disse: “Nasça conforme eu nasci” .
COMO DEVERÃO SE ALIMENTAR
23
–
No palácio, ou mais propriamente o refeitório, eles deverão comer
juntos. Mas se você necessita
de algo por falta de hábito aos sinais usados por outros homens da fé,
quieta e privadamente deverão pedir pelo que necessitam na mesa, com
toda a humildade e submissão. Pois, o apóstolo disse: “ Coma seu pão
em silêncio” . E o salmista: “Segure sua língua” o que
significa: “Eu pensei que minha língua me traia” ou seja: “
Segurei minha língua para não dizer maldade”.
SOBRE
A LEITURA DO ENSINAMENTO
24
–
Sempre, no jantar do convento e na refeição, leia-se a Sagrada
Escritura, se possível se amamos a Deus e a todas as suas palavras
sagradas e seus Mandamentos Sagrados,
desejaríamos ouvi-los atentamente: o leitor do texto dir-lhe-á
para manter silêncio antes de começar a ler.
25
–
Devido a vasilhas em falta, os irmãos comerão aos pares, de modo a que
um possa estudar o outro mais proximamente, e para que nem a austeridade
nem abstinência secreta seja introduzida na refeição coletiva. Nos
parece justo que cada irmão deva ter a mesma porção de vinho em sua
taça .
SOBRE A INGESTÃO DE CARNE
26
– Deverá ser suficiente para você comer carne 3 vezes por semana,
exceto no Natal, Todos os Santos, Assunção e festa dos Doze Apóstolos.
Pois é compreendido que o costume de comer carne corrompe o corpo. Mas
se uma festa em que se deva esquecer a carne cair em uma Terça-feira,
no próximo dia, que seja dada aos irmãos em abundância. E aos
domingos, todos os irmãos do Templo, os capelães e escribas terão
duas refeições de carne em honra à sagrada ressurreição de Jesus
Cristo. E o resto dos corpos agregados, ou seja, escudeiros e sargentos
ficarão contentes com uma refeição e serão agradecidos a Deus por
isso.
SOBRE REFEIÇÕES DURANTE A SEMANA
27
–
Nos outros dias da semana, Segunda-feira, Quarta-feira e Sábados, os
irmãos terão duas ou três refeições de vegetais ou outros pratos
comidos com pão; e pretendemos que isto seja suficiente e que se faça
assim. Pois quem não tiver uma refeição, terá a outra.
SOBRE REFEIÇÕES ÀS SEXTAS-FEIRAS
28
– Às sextas que seja dada carne quaresmal comunalmente a toda a
congregação, como reverência à paixão de Jesus Cristo: e jejuarão
de todos os Santos até a Páscoa, exceto no Natal, Ascensão e na festa
dos Doze Apóstolos. Mas irmãos fracos e doentes não necessitarão
observa-lo. Da Páscoa até Todos os Santos, poderão comer por 2 vezes,
conquanto que não haja jejum geral.
SOBRE AGRADECIMENTO
29
–
Sempre após cada jantar e refeição, todos os irmãos deverão dar graças
a Deus em silêncio, se a Igreja é próxima ao refeitório, e se não o
for, no próprio local. Com o coração humilde deverão agradecer a
Jesus Cristo que é Senhor Provedor. Deixe-se os restos do pão para os
pobre e bolos inteiros sejam conservados. Embora a recompensa dos pobres
que é o reino dos céus, deva ser dada sem hesitação, e a fé cristã
sem dúvida o reconheça entre eles, ordenamo-lhe que a décima parte do
pão seja dada a seu (Almoner).
DO RECEBIMENTO DA COLAÇÃO
30
– Quando a luz do dia se vai e a noite cai, escute o sinal do sino ou
o chamado para a oração, de acordo com os costumes do país,
e todos dirijam-se a (Compline). Mas nós determinamo-lhes primeiramente a
tomar pequena refeição, embora deixemos esta refeição leve sob arbítrio
e discreção do Mestre. Quando ele quiser água e quando ele ordena,
vinho diluído, que lhe seja dado. Verdadeiramente, ele não deve ser
tomado em excesso, e sim
com moderação. Pois Salomão disse: “O vinho corrompe os sábios”.
SOBRE
MANTER SILÊNCIO
31
– Quando os irmãos voltam da (Compline)
não tem permissão de falar abertamente exceto em uma emergência. Mas
deixe cada um ir para o leito quieta e silenciosamente, e se ele
necessitar falar com seu (Squire)
ele deverá falar quieta e suavemente. Mas se por acaso, conforme voltam
do (Compline
a Cavalaria ou a casa tiver um problema sério que necessite de solução
antes do amanhecer, nós pensamos que o Mestre ou um grupo de irmãos
mais velhos que governem a Ordem sob o Mestre, possam falar
apropriadamente. E é por isso que determinamos que deve ser feito nesta
maneira.
32 – Porque está escrito:
Quem fala demais não está em pecado. E um outro dito: “ Vida e morte
estão no poder das línguas” . E durante essa conversa nós
terminantemente proibimos palavras chulas e explosões de risos. E se
algo é dito na conversa que não devesse ser dito, quando você for
para o leito, ordenamo-lhe a dizer a oração do Pai Nosso com toda
humildade e pura devoção.
SOBRE IRMÃOS
33
–
Irmãos que sofram de doença durante a lide na casa terão permissão
de manter-se em pé durante cantigas matinais com a permissão do Mestre
ou daqueles encarregados do oficio. Mas deverão dizer em vez das
cantigas matinais, 13 pai-nosso conforme estabelecido acima, de maneira
a que as palavras reflitam o que há no coração. Assim disse David:
“Cantem com sabedoria”. E em outro lugar, o mesmo David disse:
“Cantarei a vós perante os anjos” . E deixe assim ser sempre
segundo o Mestre ou aqueles encarregados daquele ofício.
SOBRE
A VIDA COMUNITÁRIA
34
– Lê-se nas Sagradas Escrituras: A cada um é dado conforme suas
necessidades. Por esta razão dizemos que ninguém será elevado entre vós,
mas todos cuidarão dos doentes; e aquele que estiver menos doente
deveria agradecer a Deus e não se inquietar; e que aquele que estiver
pior, humilhe-se através de sua enfermidade e não se torne orgulhoso
através da piedade. Assim, todos os membros viverão em paz. É
proibido a qualquer um que se agarre a abstinência excessiva; e sim que
mantenha a vida comunitária.
SOBRE O MESTRE
35
–
O Mestre pode dar a quem quer que lhe agrade, o cavalo e a armadura e o
que quiser de outro irmão, e este irmão a quem a coisa dada pertence,
não deverá se tornar nervoso ou vexado,
pois fique certo que se enervar estará indo contra Deus.
36
– Somente aqueles irmãos que o Mestre reconhece que darão conselhos
sábios e benéficos serão chamados para o concílio; pois isto,
determinamos, e de modo algum diverso alguém será escolhido. Porque
quando ocorrer de quererem tratar de assuntos sérios como a doação de
terra comum ou falar sobre assuntos da casa, ou receber um irmão, então
se o Mestre desejar, é apropriado reunir a congregação completa para
ouvir o conselho do Capítulo todo; e o que parecer melhor ao Mestre e
mais benéfico, que o faça.
SOBRE IRMÃOS
ENVIADOS PARA ALÉM-MAR
37
–
Irmãos enviados por países ultramar dedicar-se-ão a manter as
determinações da Regra, de acordo com sua capacidade, e viver
irrepreensivelmente com relação a carne, vinho, etc. de modo que serão
bem recomendados pelos estrangeiros e não denegrirão por atos ou
palavras os preceitos da Ordem, de modo a deixar exemplo de boas
atitudes e sabedoria; sobretudo de modo a que aqueles a quem se
associarem e que os hospedarem sejam honrados. Se possível, a casa onde
dormirem terá luz à noite, de modo a que a sombra de seus inimigos não
os conduza a fraqueza, que Deus lhes proíbe.
SOBRE MANTER A PAZ
38
– Cada irmão certificar-se-á que não incitará outro irmão à cólera
ou raiva pois a misericórdia soberana de Deus se mantém igualmente
sobre o irmão, seja ele fraco ou forte, em nome da caridade.
COMO OS IRMÃOS SE COMPORTARÃO
39
–
Afim de se desincumbir de seus deveres e ganhar a glória da Alegria de
Deus e fugir ao fogo do Inferno, é necessário que todos os irmãos
estritamente obedeçam a seu Mestre. Pois não é mais caro a Jesus
Cristo do que a obediência . Pois tão logo algo é determinado pelo
Mestre ou por aquele a quem o Mestre delegou autoridade, deverá ser
feito sem demora como se o próprio Cristo o tivesse determinado. Pois
assim disse Jesus, pela boca de David e é verdadeiro: “Ele obedeceu tão
logo me ouviu”.
40
–
Por esta razão rogamos e firmemente determinamos aos irmãos Cavaleiros
que abandonaram sua própria vontade e a todos os que servem por um período
fixo que não ousem sair à noite rumo a cidade sem a permissão do
Mestre ou de quem estiver encarregado, exceto a noite ao Sepulcro e
lugares de oração que estejam dentro dos muros da cidade de Jerusalém.
41
–
Lá irmãos podem ir em pares, mas doutro modo, não poderão ir seja á
noite ou de dia e quando pararem em um posto, nenhum irmão nem (Squire) nem
sargento poderá ir a outra hospedaria para ver ou falar-lhe sem permissão,
conforme dito acima. Determinamos por consenso, que nesta Ordem regida
por Deus, nenhum irmão lutará ou descansará por sua própria vontade,
mas de acordo com as ordens do Mestre, a quem se submeterão, para
seguir a lição de Jesus Cristo que disse: “Não vim para fazer a
minha vontade, mas a vontade do Meu Pai que me enviou”.
42
– Sem permissão do Mestre ou encarregado, não se efetuará trocas, a
não ser de pequenas coisas.
COMO
DEVERÃO EFETUAR UMA TROCA
43
–
Sem permissão do Mestre ou de quem esteja encarregado do ofício,
nenhum irmão possuirá mala ou (Purse) com tranca mas comandantes de casas ou províncias
e Mestres não se aterão a isto. Sem o consentimento do seu Mestre ou
Comandante, nenhum irmão terá cartas de seus parentes ou outra pessoa:
mas se tiver permissão, e se agradar ao Mestre ou comandante, cartas
ser-lhe-ão elidas.
SOBRE
DOAÇÕES SECULARES
44
–
Se algo não pode ser conservado, como carne, for dada a algum irmão
por um secular em agradecimento, deverá presenteá-la ao Mestre ou
Comandante de (Virtuals).
Mas se acontecer a algum de seus parentes ou amigos tem algo a dar
somente a ele, não o tome sem a permissão do Mestre ou daquele
encarregado daquele ofício. Além disso, se o irmão receber algo mais
de seus parentes, não o tome sem permissão do Mestre ou do encarregado
daquele ofício. Não desejamos
que os comandantes ou baillis, que estão especialmente encarregados
deste ofício, de se aterem a regra supramencionada.
SOBRE
FALTAS
45
–
Se algum irmão, falando ou militando ou outra maneira cometer um pecado
leve, ele mesmo por sua vontade tornar-lo-á conhecido do Mestre, para
reparar sua falta com coração puro. E se ele não falha usualmente
desse modo, que lhe seja aplicada uma leve pena, mas se a falta for
muito grave que se afaste da companhia dos irmãos sem comer ou beber
com eles, e sim só; e deverá se submeter à misericórdia e julgamento
do Mestre e irmãos, que ele seja salvo no Dia do Julgamento.
SOBRE FALTAS GRAVES
46
–
Sobre todas as coisas, devemos nos assegurar de que nenhum irmão,
poderoso ou não, forte ou fraco, que deseje se promover e tornar-se
orgulhoso e defender sua falta, permaneça sem punição. Mas se ele não
desejar pagar por isto, que lhe seja dada uma punição mais severa. E
se oram piedosamente por ele a Deus, e ele não quiser se corrigir, e
sim insistir no erro, que seja desligado do grupo, conforme o apóstolo
diz: “Remova o mau dentre vós”. É necessário que renovais a
ovelha negra da companhia de irmãos fiéis.
47
–
Ademais o Mestre, que deve manter a equipe sob controle e (Rod) equipe com a
qual sustentará as fraquezas e força dos demais; o (Rod) com o qual
vencerá os vícios dos que pecam
– por amor à justiça por conselho do patriarca, deverá cuidar em
faze-lo. Mas também, como meu Senhor Santo Máximo disse: “Que a
complacência não seja maior que a falta; nem que a punição excessiva
cause a volta do pecador a lide com o mal.
SOBRE RUMORES
48
–
Determinamo-lhe por conselho divino a evitar uma praga: inveja, fofoca, (Spite),
(Slander).
Portanto, cada um deve zelosamente guardar-se quanto ao que disse o Apóstolo:
“Não acuse ou maldiga o povo de Deus!” Mas quando um irmão sabe
com certeza que seu irmão companheiro pecou, quietamente e com misericórdia
fraternal, que seja castigado privadamente entre ambos e se ele não
quiser ouvir, outro irmão deverá ser chamado, e se ele se rebela
perante ambos, ele deverá submeter-se abertamente perante todo o grupo.
Os que não se afinam com os demais sofrem de terrível cegueira e
muitos são cheios de tristeza que não protegem contra a inveja que se
aporta contra os outros, e pela qual serão levados nas maldades antigas
do demônio.
QUE NINGUÉM SE ORGULHE DE SUAS FALTAS
49
–
Embora todas as palavras vulgares estejam reconhecidamente cheias de
pecado, serão ditas por aqueles que se orgulham de seus pecados perante
o juiz astuto Jesus Cristo, o que demonstrado por Davi ao dizer: Deve-se
evitar de falar até sobre
o bem e calar. Da mesma
forma, deve-se guardar de falar o mal, para escapar à penalidade do
pecado. Proibimos firmemente todo irmão de relatar a outro irmão ou a
quem quer que seja, os bravos feitos da vida secular, que antes deveriam
ser chamados de loucuras cometidas na execução dos deveres como
cavaleiro, e os prazeres da carne que teve com mulheres imorais; e se
ocorrer que as ouça sendo contadas por outro irmão, deverá
imediatamente silencia-lo; não o conseguindo, deverá incontinente
deixar o lugar e não deixar seu coração ouvir a música da podridão.
50
–
Este hábito entre outros determinamo-lhes a seguir
estrita e firmemente: que nenhum irmão peça explicitamente o
cavalo ou armadura do outro. Será portanto, feito desta maneira: quando
da enfermidade do irmão ou a fragilidade de seus animais ou armadura é
sabidamente tal que o irmão não pode sair para fazer seu trabalho sem
perigo, que vá ao Mestre ou a quem ocupa o seu lugar naquele grupo, e
torne a situação conhecida por ele em pura fé e verdadeira
fraternidade, e portanto permaneça à disposição do Mestre ou de quem
controla o grupo.
SOBRE ANIMAIS E ESCUDEIROS
51
–
Cada irmão cavaleiro poderá ter três cavalos e não mais, sem permissão
do Mestre, devido à grande pobreza existente no tempo atual na Casa de
Deus e do Templo de Salomão. A
cada cavaleiro permitimos um escudeiro e três cavalos e se o escudeiro
voluntariamente serve à caridade, o irmão não deverá puni-lo por
algum pecado que ele cometa.
QUE NENHUM IRMÃO POSSA TER UM BRIDÃO ORNADO
52
–
Terminantemente proibimos que um irmão possua um ouro ou prata em seus
arreios, nem em seus estribos ou em suas esporas. Isto é, se os
comprar; mas se ocorrer que um arreio lhe seja dado por caridade e que
esteja tão velho que o ouro ou a prata esteja manchada, de modo a que a
beleza resplandecente não seja vista pelos demais nem orgulho derive
deles, então ele poderá tê-los. Mas se equipamento novo lhe for dado,
que o Mestre lide com isso como achar adequado.
SOBRE CAPAS PARA LANÇAS
53
–
Que nenhum irmão possua capa em seu escudo ou lança, pois nisso não há
vantagem, ao contrario, pensamos que seria prejudicial.
SOBRE BOLSAS PARA ALIMENTOS
54
–
Esta Ordem que por nós é estabelecida é benéfica para todos manterem
e por essa razão ordenamos que a cumpram, que nenhum irmão possa fazer
uma mala de alimentos de linho ou principalmente, ou qualquer coisa além
de um (Profinel).
SOBRE CAÇAR
55
–
Nós em conjunto proibimos qualquer irmão de caçar um pássaro com
outro pássaro. Não é adequado para um homem de fé ceder a prazeres,
e sim determinadamente seguir os mandamentos de Deus, estar freqüentemente
em oração e a cada dia confessar em prantos a Deus em suas preces, os
pecados cometidos. Nenhum irmão atrever-se-á acompanhar um homem que
caça um pássaro com outro. Na verdade, é adequado para todo homem
religioso portar-se simples e humildemente sem risadas ou conversas
demais, ponderadamente, sem elevar a voz e por isso ordenamos
especialmente que os irmãos todos não se lancem à floresta com arco
longo ou cruzado para caçar animais e nem acompanhem quem o faça,
exceto para salva-lo dos pagãos infiéis. Nem deverás tu seguir cães,
nem gritar ou imitar sons de animais nem esporar sobre um cavalo para
capturar uma fera selvagem.
56 –
É verdadeiro que estás especialmente encarregado do dever de dar sua
alma pelos seus irmãos, conforme o fez Jesus Cristo,
e de defender a terra dos pagãos descrentes que são inimigos do
filho de Virgem Maria. Esta supramencionada proibição de caçar de
modo algum pretendo incluir o leão, pois ele vem cercando e procurando
pelo que possa devorar, inimigo mortal dos homens.
SOBRE COMO POSSUIR TERRAS E HOMENS
57
–
Este tipo de nova Ordem nasceu, cremos, das Sagradas Escrituras e divina
Providência na Sagrada Terra da Provação. Isto significa que esta
companhia armada de Cavaleiros pode matar os inimigos da cruz sem pecar.
Por esta razão julgamos que vocês são acertadamente
chamados Cavaleiros do Templo, com duplo mérito e beleza pela
probidade e que podem ter terras e homens, vilas e campos e governa-los
justamente, e ter seu direito a eles conforme especificamente
estabelecido.
SOBRE TÍTULOS
58
–
Você que abandonou os prazeres do mundo acreditamos Ter voluntariamente
submetido a si mesmo à pobreza, portanto, decidimos que você que vive
a vida comunitária pode receber títulos: se o bispo do lugar, a quem o
título deverá ser dedicado por direito, deseja outorga-lo a você por
caridade, com o consentimento do Capítulo, ele pode dar aqueles títulos
que a Igreja possui. Além disso, se algum homem mantém títulos de seu
patrimônio em seu detrimento e contra a Igreja, e deseja deixa-los a
você, ele pode faze-lo com a permissão do prelado e de seu Capítulo.
SOBRE
JULGAMENTO
59
–
Sabemos, por havermos visto, que perseguidores e pessoas que gostam de
querelas e se dedicam a cruelmente atormentar aqueles que são fiéis à
Santa Igreja e seus amigos, são sem número. Pelo julgamento claro de
nosso conselho, determinamos que se houver alguém nas regiões do Leste
ou em qualquer outro lugar que lhes peça algo, pelos homens fiéis e
amar à verdade, você deverá ponderar sobre o pedido se a outra parte
desejar permiti-lo. Esta mesma Ordem deverá ser mantida sempre, quando
algo lhes for roubado.
SOBRE IRMÃOS MAIS VELHOS
60
–
Determinamos por pio concelho que irmãos mais velhos e fracos sejam
honrados com diligência e lhes seja dispensada consideração de acordo
com sua fragilidade e que sejam mantidos bem pela autoridade da Regra,
naquelas coisas que são necessários à sua condição física.
SOBRE IRMÃOS DOENTES
61
–
Que seja dada consideração e cuidados aos irmãos doentes e que sejam
servidos de acordo com o dizer do evangelista e de Jesus Cristo: “Eu
estava doente e tu me visitaste” e que isto não seja esquecido. Pois
aqueles irmãos que estão combalidos devem ser tratados quietamente e
com cuidado, por puro serviço, levando avante sem hesitação, você
ganhará o reino do céu. Portanto, determinamos ao Enfermeiro a
estudadamente e fielmente providenciar ou avisar que são necessários
aos muitos irmãos doentes, comer carne, vísceras, pássaros e todos os
alimentos que tragam boa saúde com os meios e possibilidades da casa.
SOBRE IRMÃOS FERIDOS
62 –
Quando algum irmão passa da vida para a morte, algo de que ninguém está
isento, determinamo-lhes a cantar por sua alma com coração puro, e que
o ofício divino seja executado pelos prelados que servem o rei soberano
e vós que servem à caridade por um período fixo e todos os irmãos
presentes onde jaz o corpo e que servem por um período fixo, deverão
rezar cem pai-nosso nos próximos sete dias. E todos os irmãos sob o
comando da casa em que se deu o passamento do irmão, deverão rezar os
cem pai-nosso, conforme dito acima, após a morte do irmão ser
noticiada, pela misericórdia divina. Também rezamos e determinamos por
autoridade pastoral que um pobre seja alimentado com carne e vinho por
quarenta dias em memória do irmão morto, como se estivesse ainda vivo.
Expressamente proibimos todos as outras ofertas que costumeiramente eram
voluntariamente e sem discussão feitas pelos Pobres Cavaleiros do
Templo pela morte dos irmãos, na festa de Páscoa e outras festas.
63
–
Além disso você deve professar a sua fé com coração puro noite e
dia, a ponto de ser comparado a este respeito com o mais sábio dos
profetas, que disse: “Tomarei o cálice da salvação” que
significa: Consignarei à Morte de Jesus Cristo minha morte. Pois tal
como Jesus Cristo deu seu corpo por mim, esto preparado para dar minha
alma do mesmo modo pelos meus irmãos. Este é um sacrifício adequado:
um sacrifício vivo e muito agradável a Deus.
SOBRE PRELADOS E OFICIAIS QUE SERVEM À CARIDADE
64
–
O conjunto do conselho comum determina-lhes a dedicar ofertas e todas as
almas em qualquer maneira possível, aos capelães e oficiais e aos
outros que permanecem na caridade por um período fixo. De acordo com a
autoridade do Senhor Deus, os servidores da Igreja somente podem Ter
roupa e comida, e não devem pretender nada mais a menos que o Mestre
deseje dar-lhe algo voluntariamente por caridade.
SOBRE CAVALEIROS SECULARES
65
–
Aqueles que servem por piedade e permanecem conosco por um período fixo
são Cavaleiros da casa de Deus e do Templo de Salomão; portanto por
piedade rogamos e por fim determinamos que se durante sua permanência
Deus leva algum deles, por amor a Deus e por misericórdia fraterna, um
pobre será alimentado por sete dias pela sorte de sua alma e cada irmão
naquela casa, rezará 30 pai-nosso
SOBRE
CAVALEIROS SECULARES QUE SERVEM POR UM PERÍODO FIXO
66
–
Determinamos a todos os Cavaleiros seculares que desejem com coração
puro servir a Jesus Cristo e a casa do Templo de Salomão por um período
fixo a fielmente comprar um cavalo adequado e armas, e tudo o que for
necessário para tal trabalho. Além disso, determinamos a ambas as
partes a colocar um preço no cavalo e coloca-lo por escrito para não o
esquecer: e que tudo de que o cavaleiro, seu escudeiro e seu cavalo
necessitam, mesmo sapatos para o cavalo, seja dado de acordo com as
possibilidades da casa por caridade fraternal. Se, durante o período
fixado, acontecer por acaso que o cavalo morra no serviço da casa, se a
casa puder faze-lo, o Mestre deverá substituí-lo. Se ao fim de seu
prazo, o cavaleiro quiser retornar ao seu próprio país, ele deverá
deixar por caridade, metade do preço do cavalo e outra metade se ele
quiser, receberá das almas da casa.
SOBRE A NOMEAÇÃO DE SARGENTOS
67
–
Dado que os escudeiros e sargentos que desejam servia a caridade na casa
do Templo da Salvação pela salvação de suas almas por um período
fixo, vem de regiões decaídas, parece-nos benéfico que seus votos
sejam recebidos de modo que o invejoso inimigo não coloque em seus corações
arrepender-se ou renunciar a suas boas intenções.
SOBRE MANTOS BRANCOS
68
–
Por conselho comum de todo o Capítulo proibimos e ordenamos
expulsão, por vício comum, de qualquer que sem discreção estive na
casa de Deus e dos Cavaleiros do Templo: mesmo os sargentos e escudeiros
não deverão ter hábitos brancos, de cujo uso grande malefício adveio
à causa: pois nas regiões além das montanhas irmãos falsos, homens
casados e outros que se diziam irmãos do Templo costumavam fazer
juramento enquanto eram do mundo. Trouxeram tanta vergonha para nós e
mal à Ordem da Cavalaria que mesmo escudeiros zombavam dela; por esta
razão muitos escândalos surgiam. Portanto, dêem-lhes assiduamente
mantos pretos; mas se não puderem ser achados ser-lhes-á dado o que
tiver, disponível na província: ou o que é menos caro, ou seja (Burell)
.
SOBRE IRMÃOS CASADOS
69
–
Se homens casados solicitam admissão na fraternidade, benefício e devoções
da casa, permitimo-lhes recebe-los nas seguintes condições: que depois
de sua morte deixem-lhes parte de seu patrimônio e de tudo o que
tiverem obtido daí em diante. Enquanto isso, deverão levar vidas
honestas e dedicarem-se a agir bem com os irmãos. Mas não deverão
usar mantos ou casacos brancos: além disso, se o senhor tiver que
morrer antes da sua senhora, os irmãos deverão tomar parte de suas
posses e deixar que a dama tenha o resto para sustenta-la pelo seu tempo
de vida; pois não nos parece correto que tais consortes devam viver em
uma casa com irmãos que prometeram castidade a Deus.
SOBRE IRMÃS
70
–
A companhia de mulheres é uma coisa perigosa, pois foi através delas
que o Velho Diabo tirou a muitos do caminho reto para o Paraíso.
Portanto, não permitam que irmãs sejam admitidas na casa do Templo;
isto é o porque, caros irmãos, por isso não é adequado seguir este
costume, que a flor da castidade seja sempre mantida entre vós.
QUE NÃO POSSUAM FAMILIARIDADE COM MULHERES
71
–
Acreditamos ser uma coisa perigosa para cada religioso olhar demais para
a face de uma mulher. Por esta razão, nenhum de vós deverá presumir
de beijar uma mulher, seja viúva, jovem, mãe, tia ou qualquer outra; e
portanto, a Cavalaria de Jesus Cristo deverá evitar a todo custo, abraços
de mulheres, por meio dos quais homens pereceram por muitas vezes, para
que possam permanecer eternamente frente à face de Deus com a consciência
pura e vida segura.
NÃO
SER PADRINHO
72
– Proibimos a todos os irmãos de ousar criar crianças e nenhum deverá
se envergonhar de recusar em ser padrinho; esta vergonha traz mais glória
que pecado.
SOBRE OS MANDAMENTOS
73
–
Todos os mandamentos que estão escritos e mencionados acima nesta Regra
estão a critério e julgamento do Mestre. Estes são os dias festivos e
de jejum que todos os irmãos deverão celebrar e observar:
74
–
Que seja conhecido de todos os Irmãos do Templo presentes ou futuros
que deverão jejuar nas vigílias dos doze apóstolos. Isto quer dizer:
São Pedro e São Paulo; Santo André; São Thiago e São Felipe; São
Thomé, São Bartholomeu; São Sião e São Judas; São Matheus. A vigília
de São João Batista, da ascensão e os dois dias anteriores, os dias
de rogação; a vigília de Pentecostes; os dias de (Ember);
a vigília de Epifanie. E deverão jejuar em todos os dias retro
mencionados de acordo com os mandamentos do Papa Inocêncio no Concílio
de Pisa. E se algum dos dias supra mencionados cair na 2ª feira, deverão
jejuar no Sábado precedente . Se o Natal de Nosso Senhor cair numa 6ª
feira, os irmãos deverão comer carne em honra da festa. Mas deverão
jejuar na festa de São Marco, devido à (Litany),
pois está estabelecido por Roma pela mortalidade dos homens. Contudo,
se cair durante a semana de Páscoa, deverão não jejuar.
ESTAS
SÃO AS FESTAS QUE DEVERÃO SER OBSERVADAS NA CASA DO TEMPLO
75
–
O Natal do Senhor; a festa de Santo Estevão; São João Evangelista; Os
Inocentes Sagrados; o oitavo do Natal, que é o dia de Ano Novo;
Epifania; Santa Maria Candlemas; São Mathias Apostolo, Anunciação de
Nossa Senhora em março; Páscoa e os três dias seguintes; São Jorge;
São Felipe e Thiago; apóstolos; a descoberta da Cruz Sagrada; Ascenção
do Nosso Senhor; Pentecostes e os dois dias seguintes; São João
Batista; São Pedro e São Paulo; Santa Maria Madalena; São Thiago o Apóstolo;
São Lourenço;, Ascenção de Nossa Senhora; Exaltação da Sagrada
Cruz; Natividade de Nossa Senhora; São Mateus; São Michel; São Simão
e Judas; a festa de Todos os Santos; São Martins no Inverno; Santa
Catarina no Inverno; Santo André; São Nicolau no Inverno; São Tomé
Apóstolo.
76
–
Nenhuma das festas menores deverá ser cultuada na casa do Templo. E
desejamos e aconselhamos que seja mantido e aceito que todos os Irmãos
do Templo, deverão jejuar do Sábado antes de São Martin à natividade
de Nosso Senhor, a menos que alguma doença os impeça. E se acontecer
que a festa de São Martin cair num Domingo, os irmãos deverão
manter-se sem carne no Domingo precedente.
Aqui
termina a Regra